segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Passageiros da Gol enfrentam filas e atrasos em Congonhas

Empresa teve 19 voos atrasados e 2 cancelados nesta manhã, em SP.
Passageiros irritados tentam remarcar voos.

Passageiros da companhia aérea Gol enfrentam filas grandes, voos atrasados, cancelamentos e falta de informação no Aeroporto de Congonhas, nesta segunda-feira (2). Até as 11h, dos 80 voos programados no terminal da Zona Sul de São Paulo, 20 estavam atrasados e 3 cancelados. Destes, 19 atrasados e 2 cancelados eram da Gol, segundo a Infraero.
"Eu ia para Curitiba às 8h24 e até agora, às 10h30, estou aguardando informação. Funcionários da Gol me disseram que parte da tripulação não veio trabalhar. Estou pegando minha bagagem para ir embora. Perdi uma reunião em Curitiba e vou processar a Gol porque adiei uma negociação", disse irritado o empresário Marcos Yankele, de 48 anos, que tentava recuperar a bagagem.
Nos guichês da Gol, passageiros que tiveram voos cancelados esperavam conseguir embarcar. O médico Telmo Kiguel tinha voo marcado para as 11h30 e não agentava mais a falta de informação. Chateado, ele chegou a entrar na área do chek-in para obter informações, mas, ainda assim, nada era repassado. "Não falam nada. Entrei no check-in e ouvi quando uma das funcionárias deixou escapar que parece que há uma greve", afirma o médico.
Alguns passageiros tiveram a opção de mudar o voo para outras companhias aéreas. "Vão tentar me colocar no voo da Tam, às 12h para o Rio de Janeiro, mas não tenho certeza, estou esperando minha bagagem. Também que não tenho certeza de que ela [a bagagem] vá viajar no mesmo voo que eu", disse o analista Fábio Granizella, 20 anos.
A Gol informou que não iria comentar o assunto e que irá divulgar uma nota à imprensa na tarde desta segunda-feira. No domingo (1º), foram 10 cancelamentos em Aeroporto de Congonhas. Na ocasião, a empresa informou que os cancelamentos foram resultado do intenso tráfego aéreo registrado na noite da última sexta-feira (30) ocasionado pelo fim das férias escolares do meio do ano. Ainda de acordo com a Gol, o que também colaborou para o cancelamento dos voos foi a necessidade de acionar tripulantes extras. Isso porque o horário limite de onze horas diárias de trabalho da tripulação atual - previsto na regulamentação da profissão – estava prestes a exceder.
Fonte: G1

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